Discurso Directo.

"O céu agora está completamente escuro, a luz do sol morreu e nem tenho a lua para o espelhar. Afinal, içar âncora deste sonho não é partir para construir outra realidade, é apenas regressar"

~Pai

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Chuva



Chuva.
A chuva é limpída, não mente.
Um mundo cinzento de bonecos sem alma.
Duas vidas paradas no tempo, num mundo que não pára.
Chuva.
Chuva rispida.
Chuva fria.
Um coração bate.
Forte.
Morno.
O relógio de bolso conta.
Horas paradas.
Minutos de silêncio.
Segundos de dor.
"Mata-me".
O silêncio quebra-se.
"Não posso mais viver assim".
O silêncio volta a reinar.
Olhos azuis.
Sem vida.
Outrora felizes.
"Por favor".
Sons.
Cheiros.
Uma atmosfera de medo.
"Amo-te".
Lágrimas de sangue.
Memórias.
Felicidade.
Tristeza.
Ódio.
Arrependimento.
Raiva.
Murmúrios de amor.
Um último relance.
"Obrigado"
Um sorriso.
Uma lágrima.
Segundos.
Minutos.
Horas.
O relógio de bolso.
Rachado.
Conta agora os dias.
De alguém que foi feliz.

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